O clima nos vestiários do Remo após o empate contra o Vasco foi marcado por um tom de melancolia vindo de um dos seus principais nomes. Diego Hernández, em entrevista à imprensa, não escondeu a angústia de viver um “limbo” contratual.
“O clube está vendo se eu sigo… É o clube que manda. Mas é difícil jogar com isso na cabeça, porque é uma coisa importante para mim, para minha família. Minha filha nasce nesta semana e eu não sei o que será do meu futuro”, desabafou o uruguaio.
O jogador, que foi um dos heróis do acesso no ano passado, tem tido um 2026 oscilante. Após um início de ano com dores no joelho e problemas musculares que o afastaram de jogos decisivos do Parazão e da Copa Norte, o “gelo” nas negociações por parte da cúpula azulina parece ter vindo como um balde de água fria.
Para que Hernández permaneça no Baenão, o Remo precisaria exercer o direito de compra junto ao Botafogo. Os valores discutidos giram em torno de um contrato de três anos, algo que a diretoria considera um risco financeiro alto para um atleta que apresentou instabilidade física nos últimos meses.
Por outro lado, a torcida segue dividida. Parte dos remistas lembra o protagonismo de Diego na Série B de 2025, onde suas assistências e gols foram cruciais. Outra ala concorda com a cautela da diretoria, temendo que o clube comprometa o orçamento da Série A com um jogador que não consiga manter a sequência de jogos.
Atualmente, o Remo soma 8 pontos na tabela da Série A, ocupando a zona intermediária. A perda de um jogador com a qualidade técnica de Hernández — mesmo que vindo do banco — pode ser um golpe no elenco comandado por Léo Condé, que busca estabilidade na elite do futebol brasileiro.
A definição deve sair até o final de maio. Se o Remo não sinalizar com a compra, Hernández poderá retornar ao Botafogo ou ouvir propostas de outros clubes da Série A que já monitoram sua situação. Para o torcedor, fica a expectativa: o Leão fará o esforço financeiro pelo uruguaio ou buscará uma reposição no mercado internacional?


