Pedido de Impeachment contra Osmar Stabile é protocolado no Corinthians: Entenda os motivos

Conselheiros e sócios acusam o presidente de violações estatutárias em acordo bilionário com a União e falta de transparência na gestão.

O clima político no Parque São Jorge voltou a ferver. Nesta quarta-feira (15), um grupo de conselheiros e sócios do Corinthians protocolou oficialmente um pedido de impeachment contra o presidente Osmar Stabile. A ação, que já corre no Conselho Deliberativo, baseia-se em supostas irregularidades cometidas durante a renegociação de dívidas tributárias do clube.

O pivô da crise: O acordo de R$ 1,2 bilhão com a PGFN

O ponto central do pedido de afastamento é o acordo firmado entre o Timão e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). O Corinthians busca regularizar um passivo de R$ 1,2 bilhão com o Governo Federal.

Embora o clube tenha conseguido descontos significativos — reduzindo o valor final para cerca de R$ 679 milhões —, a oposição alega que Stabile ignorou ritos estatutários cruciais. Segundo o documento protocolado:

  • O Parque São Jorge teria sido colocado como garantia no acordo sem a devida aprovação interna.
  • A manobra é vista como “desoneração patrimonial” não autorizada, o que fere o estatuto social do clube.

Falta de transparência e polêmicas na Neo Química Arena

Além da questão financeira com a União, o grupo que pede o impeachment aponta falhas graves na gestão administrativa. Entre os itens listados no documento estão:

  • 1. Manutenção do Estádio: Questionamentos sobre os custos e contratos de conservação da Neo Química Arena.
  • 2. Distribuição de Ingressos: Supostas irregularidades na destinação de entradas para jogos.
  • 3. Segurança Privada: Falta de clareza nos critérios de escolha da equipe de segurança contratada pelo clube.

Quais são os próximos passos?

O pedido agora está nas mãos do presidente do Conselho Deliberativo. Para que o impeachment avance, o documento precisa ser analisado pela Comissão de Ética e Disciplina e, posteriormente, levado a votação em plenário. Caso aprovado, Osmar Stabile poderá ser afastado preventivamente até a decisão final.

A gestão de Stabile, que já vinha sendo pressionada por resultados dentro de campo, agora enfrenta seu maior desafio político desde a posse.

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